Dirigido pela brasileira Ana Teixeira e pelo francês Stéphane Brodt, o Amok Teatro se dedica a um processo contínuo de pesquisa do trabalho do ator e das possibilidades de encenação. Desde sua fundação em 1998 o grupo tem recebido por seus trabalhos um grande reconhecimento da crítica e do público.
O Amok Teatro coloca o ator e a linguagem física no centro do ato teatral. Esta direção de trabalho apóia-se em dois eixos: Antonin Artaud e Etienne Decroux, de quem o grupo herdou também uma técnica, a mímica corporal dramática. O trabalho do Amok se caracteriza pela busca de um rigor formal e de uma intensidade que o corpo do ator afirma como sendo o lugar em que o teatro acontece.
Em seus espetáculos, o Amok Teatro aborda temas contemporâneos, sem perder de vista a construção de uma forma poética. A encenação é para o grupo, um campo aberto às experimentações, à pesquisa de linguagem cênica, ao aperfeiçoamento das técnicas do ator e ao dialogo com as questões fundamentais de nossa época.
O fato de pesquisar e desenvolver técnicas e métodos de trabalho específicos, não permite pensar em encenação dissociada da formação dos atores. Pedagogia e criação sempre estiveram estreitamente relacionadas nos trabalhos do Amok. O treinamento permanente permite a evolução do grupo e o prepara ao desafio de cada novo projeto.
Desde 2003, com a inauguração de sua sede no Rio de Janeiro, a companhia tem acolhido em suas oficinas atores vindos de diversas regiões do país. A Casa do Amok se configurou como um espaço de criação e de treinamento, onde a vida da companhia e a formação de atores estão profundamente ligadas.
Amok: Título de um conto do escritor austríaco Stefan Zweig (1881-1942), a palavra Amok é de origem malásia e significa “uma loucura, uma espécie de raiva, de dor humana... uma crise de monomania mortífera e insensata”. |