IMPROVISAÇÃO COM MÁSCARA BALINESA com Stephane Brodt
Sobrevivente de uma época em que o teatro era apresentado em praças públicas, a máscara é um instrumento de formação essencial para o ator. As regras que se aplicam a esta forma teatral convidam o ator a entrar numa cena vazia, tendo como único recurso o corpo, a imaginação e a emoção. Seu modo improvisado rompe com a interpretação naturalista e psicológica e desenvolve a imaginação, a presença cênica e o engajamento físico do ator.
O teatro de máscaras balinesas, o topeng, é um teatro dançado e cantado, que se situa entre o sagrado e o profano. Ele é constituído por personagens nobres e vários personagens cômicos, os bondrés.
Apesar da distância cultural e geográfica, a tradição italiana e balinesa de teatro de máscara apresentam inúmeras semelhanças. A força das máscaras balinesas é que elas pertencem a uma tradição que não se degradou. A qualidade da escultura e a habilidade do jogo dramático permanecem intactas.
Em curso, não procuramos trabalhar segundo a tradição balinesa mas, ainda que guardando suas próprias características, as máscaras são colocadas à serviço de um teatro e de estórias que pertencem a nossa cultura.
O trabalho se divide em dois momentos: a improvisação sem máscara (trabalho sobre os princípios da narração e desenvolvimento da imaginação verbal) e a improvisação com máscara no espaço (preparação decenas a partir de um tema geral, trabalho sobre as “entradas” e construção do espaço vazio).
A precisão física, a simplicidade e a sinceridade do jogo com máscaras, preparam o ator para abordar qualquer forma teatral. |