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AGRESTE MALVAROSA, DRAMA SURPREENDENTE DE AUTOR DE AS CENTENÁRIAS, GANHA ADAPTAÇÃO PRIMOROSA
“O cenário minimalista, reprodução do interior de um casebre, a bela trilha sonora executada ao vivo pelo músico Beto Lemos e a direção certeira abre o caminho para as atrizes. Em um exercício de interpretação primoroso, a dupla se desdobra em personagens masculinos e femininos, aos quais oferecem identidades autênticas, sem exagero nem caricatura. Entre um tipo e outro, Rita e Milene narram a história montando e desmontando as cenas, construídas com soluções criativas e singelas. Na combinação entre a simplicidade da execução e a narrativa lírica de Newton Moreno reside a força do espetáculo de final surpreendente.” |
Letícia Pimenta
Revista Veja Rio | Rio de Janeiro
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BELA FÁBULA CONTRA O PRECONCEITO
Bela e original, contundente em sua investida contra o preconceito relativo ao amor incondicional, esta fábula de Newton Moreno recebeu uma versão cênica bem ao estilo da Cia. Amok Teatro, que, dentre outras características, privilegia a música como elemento integrante da ação e confere a esta um caráter algo ritualístico.
No tocante ao elenco, Milene Ramalho e Rita Elmôr se entregam apaixonadamente à tarefa de narrar e viver múltiplos personagens, e o fazem de forma irrepreensível, exibindo total domínio de seus recursos expressivos. E a mesma excelência se faz presente na cenografia e figurinos assinados por Brodt, assim como na iluminação de Renato Machado. |
Lionel Ficher |
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SERTÃO GANHA TONS ONÍRICOS
Saga nordestina dirigida por Stephane Brodt e Ana Teixeira investe em dubiedades afetivas.
Como faz em suas encenações no Amok, a dupla nesta primeira investida fora do grupo busca a mesma ancestralidade de fabulação, a área imemorial da lembrança e a corporificação “étnica” do espaço.
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As atrizes Milene Ramalho e Rita Elmôr integram com igual intensidade o despojado jogo interpretativo, em atuações pautadas por finos traços para desenhar contornos rudes de delicada cenografia humana.
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Macksen Luiz
Jornal do Brasil
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“Este espetáculo, por sua originalidade, qualidade do texto, direção e primoroso trabalho das duas atrizes, deveria ser levado a todos os palcos do Brasil. Principalmente nas pequenas e grandes cidades do nordeste, onde há muito tempo a realidade televisiva e tecnológica segregou das novas gerações uma cultura, hoje, agonizante. Agreste Malvarosa também conta a história dessa cultura. Mais do que isso, reafirma a existência do verdadeiro teatro.” |
Weydson B. Leal
ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte
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Ana Teixeira e Stephane Brodt, do Amok Teatro, grupo já conhecido em Porto Alegre, assinam a direção desse texto de Newton Moreno e musicado por Beto Lemos, apenas alguns nomes de uma ficha técnica que dá vontade de elogiar inteiramente. E faço: fazer chorar no teatro é muito mais difícil do que no cinema. O ator de prata não ouve a gente soluçar e a sala é muito mais escura e impessoal. O ator de carne e energia presente vive com a gente no mesmo espaço e o lugar, como é bem típico, não tem nada de impessoal. As cadeiras onde sentamos concordam com a dureza da história. As paredes do cenário avançam sobre a plateia. O público não assiste. O público presencia, participa testemunha. |
Rodrigo Monteiro – POA
There is no Place Like Home
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