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DESCONCERTANTE HARMONIA VISUAL
Em “Macbeth”, o Amok Teatro busca e consegue apresentar uma versão autoral para a tragédia de Shakespeare.
Os atores incorporam essa ambientação ritualística com força gestual, que oscila entre a fixidez da máscara e a alternância entre e a postura estática e os movimentos dançados. A montagem de Ana Teixeira revela depuramento artesanal que transforma a sua beleza em elemento decisivo para ampliar a comunicação. As máscaras e a maquiagem, de variada inspiração asiática e africana, os figurinos, de acabamento refinado, assinados por Stephane Brodt, a iluminação de Renato Machado, que destaca dramaticamente o vermelho, formam um conjunto de desconcertante harmonia. |
Macksen Luiz
Jornal do Brasil | Rio de Janeiro |
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SHAKESPEARE DO ORIENTE
A beleza do resultado é fruto de um rigoroso trabalho de treinamento e preparação do ator que é a marca da companhia Amok Teatro. A peça de Shakespeare está presente ali, inteira, com o misticismo, a violência e a contundência que caracterizam essa obra em particular.
Uma bela forma que deve ser vista e apreciada, pois não há aqui nenhuma intenção de criar ruídos desnecessários entre o ator e o espectador nessa árdua empreitada que é o Macbeth do Amok Teatro. |
Ângela Leite Lopes
Revista Bravo! |
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TRABALHO DE AMOR COM SHAKESPEARE
Espetáculo em cartaz no Teatro III do CCBB de quarta-feira a domingo é envolvente
O belo “Macbeth” de Ana Teixeira é um trabalho de amor, com a redução do elenco a sete elementos, que respondem por onze papéis. Procurando reter o essencial para cumprir o dever primordial de contar a história, a concepção/adaptação de Ana Teixeira e Stephane Brodt inevitavelmente é menos satisfatória do que o texto integral, porém mesmo assim, permite a criação de um espetáculo envolvente.
Macbeth do Amok Teatro é, sem dúvida, o melhor espetáculo que o Teatro III do CCBB já acolheu e, mesmo adaptado, oferece boa ocasião de contato com Shakespeare. |
Bárbara Heliodora
O Globo | Rio de Janeiro |
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BIOGRAFIAS E CLÁSSICOS
Um texto muito difícil de por em cena, ainda mais tentando ser fiel às intenções do Bardo. E o grupo Amok de teatro do Rio de Janeiro consegue esse feito com perfeição.
A trilha sonora, que está presente o tempo todo e faz a união de todas as cenas, é eficiente e muito diferente. Instrumentos muito estranhos vindos de muitos países são o toque irretocável! (...) Além do mais o elenco merece nota dez. São ao todo sete atores que dão um show de interpretação. |
Maria Lúcia Candeias
Gazeta Mercantil | São Paulo |
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