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LUCIDEZ NA LUTA PARA RETER A SANIDADE
Todo o sofrimento de Antonin Artaud no fim de sua vida, num hospital psiquiátrico
“Cartaz de Rodez" é um espetáculo emocionalmente e excepcionalmente cuidado.
Stephane Brodt tem uma atuação brilhante, de grande controle corporal para reproduzir os movimentos duros e já tolhidos pelo confinamento constante. Cartas de Rodez” é teatro no que ele faz de melhor: por intermediário de uma rica experiência estética, nos ensina (latu sensu) um pouco mais a respeito de comportamentos humanos e conduz à reflexão. |
Bárbara Heliodora
O Globo | Rio de Janeiro |
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MERGULHO NO INFERNO
O irretocável Cartas de Rodez volta ao circuito
A montagem é irretocável. Brodt possui grandes recursos corporais e vocais, e os utiliza em favor de uma atuação impressionante. |
Débora Ghivelder
Revista Veja | Rio de Janeiro |
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A LÚCIDA LOUCURA DE UM GÊNIO
Ana Teixeira realiza um trabalho simplesmente notável. (...) Tudo se passa num universo que procura conferir significado ao mais simples movimento, como se este pudesse traduzir um pensamento e não apenas complementar (ou ilustrar) uma idéia expressa em palavras. Quanto a Stephane Brodt, o público carioca tem a rara oportunidade de ver em cena um ator, na plena acepção do termo. Possuidor de vastíssimos recursos, tanto vocais como corporais, Brodt os utiliza não como veículos para mera exibição de virtuosismo, mas sempre buscando materializar os conteúdos propostos. E se a isto somarmos uma impressionante capacidade de entrega, o resultado só poderia ser uma atuação que o espectador jamais esquecerá. Simplesmente imperdível. |
Lionel Ficher
Tribuna da Imprensa | Rio de Janeiro |
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DESCIDA AOS INFERNOS
A dualidade é interpretada a fundo por Brodt, num impecável trabalho onde o físico e o gestual foram medidos com exatidão, sem exageros, apoiados no domínio da voz, além dos delírios de Artaud. |
Graciela Pedraza
La Voz del Interior / Argentina |
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A DOLOROSA LUCIDEZ DE ARTAUD
Intérprete rigoroso, o ator Stephane Brodt compõe o personagem Antonin Artaud da cabeça aos pés.
O espetáculo procura reproduzir poeticamente, sem concessões, esses embates. O intérprete, rigoroso, compõe o personagem da cabeça aos pés: Artaud está em toda parte, nos olhos, na postura, na ponta dos dedos. A diretora promove casamento musical entre interpretação, luz e trilha sonora.
O bom espetáculo dirige-se ao que possa haver de trágico na alma dos espectadores. Nesse sentido, não pede público, pede testemunhas. |
Fernando Marques
Correio Braziliense/ Brasília |
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