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ANTROPOLOGIA CÊNICA
Savina mostra os ciganos sob a perspectiva de sua ética social
O texto adaptado e a encenação de Ana Teixeira e Stephane Brodt investem na antropologia cênica sem procurar identidade cigana que mimetize e aprisione referências culturais, mas que transforme as implicações étnicas em razão da cena.
Ana Teixeira investe na aspereza de uma cultura distante. O método é árduo, o resultado, belamente atritante.
A linha de interpretação do elenco tem em Stephane Brodt o modelo mais bem acabado, com atuação em que se equilibram máscara poderosa, entrega física e autoridade vocal. (...) Ludmila Winschanski é presença forte que imprime envolvência trágico-poética no monólogo que encerra o espetáculo. |
Macksen Luiz
Jornal do Brasil | Rio de Janeiro |
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UMA PÉROLA DE RESPEITO
Teatro Amok alia técnica e emoção com maestria, e carrega o público para dentro da cultura dos ciganos.
Surpreendente também é a trama da peça, cujo tema escapa ao lugar-comum desses nossos tempos de centralização da cultura ocidental e de repúdio medroso a culturas não enquadradas ao pensamento hegemônico.
Savina é dessas peças tão bem construídas, mas tão preciosamente acabadas, que marcam por motivos que passam ao largo do esmero formal e da precisão técnica. O espetáculo emociona pelas belas imagens que cria, pela intensidade da trama, pelas atuações inspiradas, mas sobretudo pelo respeito. Respeito aos roms, respeito às crianças (que só fazem a peça quando querem), respeito ao público, respeito ao teatro. |
Mario Piragibe
Almanaque Virtual | Cultura em movimento |
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UMA HISTÓRIA SIMPLES SERVINDO A UM OBJETIVO GRANDILOQÜENTE.
Boa parte do encantamento de ‘Savina’ vem dos figurinos fantásticos de Stephane Brodt, da bonita e expressiva luz de Renato Machado, do cenário simples e rústico de Ana Teixeira, eficientíssimo. Mas o grande destaque mesmo é a música, composta e interpretada ao vivo, no acordeom ou no violão, por Mintcho Garramone. Uma música que sublinha emoções e cria climas sem parecer demais, pesada ou desnecessária. Savina é daqueles espetáculos que não abandonam o espectador no momento em que deixa o teatro. |
Jefferson Lessa
O Globo | Rio de Janeiro |
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A DISCIPLINA DA PAIXÃO
Quem já viu os espetáculos as Amok sabe do cuidado que cerca o trabalho do grupo. Eles têm devoção que beira o sacerdócio e encaram o fazer teatral com dedicação de artesãos. Uma garantia de proximidade da audiência com os ciganos, talhados com acurado trabalho corporal. |
Débora Ghivelder
Revista Veja Rio |
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“O grupo formado para integrar a exigente proposta ética, técnica e estética de Ana Teixeira e Stephane Brodt revela uma maturidade ascendente, em momentos de rara beleza e promete alcançar a densidade que a centralidade do ator no espetáculo pede." |
Fernando Mencarelli
crítico do FIT SJosé Rio Preto |
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“Assistir ao espetáculo Savina da cia Amok é fazer um mergulho antropológico, mas um mergulho de fato, com tudo que isto implica de paixão e entrega. O trabalho da cia pede um olhar atento e participante do público, na força emotiva que transborda nos gestos e danças, nesta alegria sempre em tom maior, esta dança que traz à tona os sentimentos que não se querem calar, ao contrário se expõe e revela toda a sua fragilidade e força.” |
Eliane Lisboa
crítica do FIT SJosé Rio Preto |
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